Uma reflexão necessária

Como o mês de Julho está acabando e o volume de trabalho por aqui aumentou um bocado, resolvi aproveitar a oportunidade para dar uma pequena pausa na programação normal do blog e fazer uma reflexão necessária.

Algumas coisas vinham me chamando a atenção desde que lancei essa página, mas vieram à tona por causa de uma pergunta específica de um aluno que perguntou se eu conseguia saber quantos acessos o site recebe.

Pois bem, o monitoramento que tenho acesso ainda é aquele que o WordPress oferece, ou seja, nada extremamente sofisticado. Mas já dá para ter uma boa visão de conjunto de como as coisas funcionam.

Já que estamos no fim do mês, nada mais oportuno do que compartilhar com vocês as estatísticas das páginas mais acessadas em Julho. Para ir direto ao ponto que me intriga, resolvi limitar a lista aos cinco primeiros lugares. Dá uma olhada:

O que as pessoas procuram
Mais vistos em Julho de 2014

Como era de se esperar, o primeiro lugar ficou com a Home. Até aí, nada muito surpreendente.

O quinto lugar ficou com o miniglossário especial da copa na versão em alemão – que acabou superando a versão em português. Não posso dizer ao certo, mas imagino que o aumento das visitas esteja relacionado à vitória da Alemanha na Copa do Mundo.

Excluindo essas duas páginas, as mais acessadas parecem apresentar um padrão interessante.

Pois é, agora é que vem a pergunta:

o que esses posts têm em comum?

Se você ler os três com atenção, poderá tirar algumas conclusões sem dificuldade. De todo modo, eu teria algumas informações de bastidores a acrescentar.

Basicamente, os três trazem títulos propositalmente apelativos que escrevi com o intuito de fisgar pessoas ingênuas atrás de respostas fáceis.

Admito que a tática é meio maliciosa e tenta chamar atenção por meio das expressões mais buscadas no Google.

Mas há uma coisa que continua me intrigando:

Absolutamente todos os dias tem alguém querendo saber se falar várias línguas é sinal de inteligência, qual língua é “mais fácil” ou quantas reencarnações precisa para aprender alemão.

Isso me faz pensar que absolutamente todos os dias tem alguém ansioso para finalmente aprender alemão e “ficar mais inteligente”. Ou então que absolutamente todos os dias tem alguém procurando a prova definitiva de que o alemão é difícil mesmo – o que legitimaria de uma vez por todas sua dificuldade particular com o aprendizado. Ou então que absolutamente todos os dias tem alguém querendo confirmar que a vida é mesmo muito curta para aprender alemão e, sendo assim, sua falta de persistência estaria perdoada.

Respondendo a questão principal, os três posts mais lidos no blog oferecem respostas fáceis.

Sinto frustrar suas expectativas mas, infelizmente, eu não tenho essas respostas fáceis que muita gente parece procurar. Não posso provar que poliglotas são “mais inteligentes” – seja lá o que isso queira dizer -, também não conheço todas as línguas do mundo para dizer quais são as mais difíceis – se é que essa ideia de “difícil” tem alguma consistência – e, por fim, não sei quase nada da vida para dizer se ela é muito curta para aprender alemão – o aprender o que quer que seja.

Precisamos parar de procurar atalhos ou pretextos para não atingir nossos objetivos – no caso dessa página, aprender alemão. Precisamos parar de justificar nossas desistências com desculpas ruins e falta de prioridades. Precisamos parar de terceirizar nossas dificuldades em alguma explicação obscura e pouco defensável.

E aí, que tal abandonar as desculpas e começar com passos pequenos? 😉

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