Emília Merlini Giuliani: »O que curti foi o quanto a aula me lembrava do que tinha experienciado em solo alemão«

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Conheci o Lucas em 2010, quando me mudei para Santo André/SP. Eu havia começado a estudar alemão cinco anos antes e, embora eu já tivesse uma boa base da língua, eu sabia que ainda tinha um longo caminho pela frente. Assim, resolvi me inscrever em um curso de alemão na nova cidade.

Por sorte, o Lucas era professor lá.

(A esta altura, devo abrir um parênteses e mencionar que sou um tanto suspeita para falar dele, porque desde então nos tornamos grandes amigos!)

A verdade é que, na época, percebi através das aulas com o Lucas o que era aprender alemão de verdade. Até então eu havia aprendido a maior parte do que eu sabia da língua alemã estudando em um cursinho mais modesto e só tinha tido contato com uma metodologia de ensino de alemão realmente eficaz um ou dois meses antes de conhecer o Lucas, quando tive a oportunidade de vir fazer um curso intensivo na Alemanha.

O que de imediato curti nas aulas dele foi justamente o quanto a aula dele me lembrava do que tinha experienciado em solo alemão: não apenas exposições unilaterais preocupadas em seguir à risca o livro didático e repassar regras gramaticais, mas uma mistura orgânica de cultura e conteúdo.

O Lucas era (e ainda é) um professor competente e super preocupado com a naturalidade da língua – lembro que ele se preocupava, por exemplo, em ensinar expressões de uso corrente que não soassem deslocadas ou ensaiadas. As aulas dele contemplavam diversos outros aspectos do aprendizado que nem sempre são priorizados em cursinhos e isso me cativou bastante.

Quando saí de São Paulo segui mantendo contato com o Lucas. Não só nos tornamos amigos próximos, como sigo, até hoje (já morando na Alemanha!) consultando-o em assuntos relacionados à língua alemã. Ele ainda é o meu professor predileto!

(Emília Merlini Giuliani, Doutoranda em Ciências Criminais PUC/RS)

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