Festinha infantil na Alemanha

Festinha infantil na Alemanha

Quem já passou algum tempo na Alemanha (por mais breve que seja) com certeza já notou a ausência de buffets infantis, bem populares aqui no Brasil.

No post »O exagero das festas infantis não existe na Alemanha« do Fala Alemôa, a jornalista Ivana Ebel faz uma reflexão interessante sobre certos costumes brasileiros com festinhas infantis e as diferenças culturais que aparecem inevitavelmente em comparação com os hábitos alemães.

Se tem uma coisa que eu nunca entendi no Brasil foi o exagero dos pais na hora de organizar uma festa de aniversário para as crianças. Isso é mesmo parte da nossa tradição cultural? O país tem uma verdadeira indústria em torno do parece um desfile carnavalesco temático encerrado em qualquer dos salões de festa de Norte a Sul. Não, não me entenda mal: não sou contra celebrar a vida, festejar mais um ano. Mas chamar cem pessoas para um cenário emaranhado de figuras de isopor e balões porque o bebê está fazendo um aninho é de um exagero.

A jornalista também faz uma comparação interessante sobre a maneira mais sóbria e menos consumista de festejar datas comemorativas como o primeiro aniversário do bebê ou mesmo o casamento. Uma das observações mais mais marcantes é a ausência de decorações nas festinhas infantis. É quase impossível não pensar nas grandes figuras de isopor e nos arranjos de balões que se vê obrigatoriamente em todas festas infantis aqui no Brasil.

Os primeiros anos dos bebês alemães que vi por aqui foram festejados pelo pai, pela mãe e, em alguns casos, pelos avós. Um bolo na mesa marcou a data, mas a vida não mudou seu curso por causa disso. E é assim até quando a criança está maiorzinha e passa a ter relações de amizade no jardim.

Uma das coisas que eu mais gosto nesse tipo de texto (e a internet está bem cheia de bons textos assim!) é a possibilidade de enxergar um outro modo de ver as coisas e também de reconhecer o quanto há de cultural nos nossos hábitos e modos de viver. São esses detalhes que acabam impregnando nossa visão do mundo e, muitas vezes, plantam pré-concepções e preconceitos na nossa cabeça que não tem muita lógica.

Se eu fosse você, iria lá na coluna da Ivana para ler as observações interessantes que ela tem a compartilhar!

E você? Já percebeu algum hábito brasileiro curioso só depois de uma experiência na Alemanha? Conte para nós ali na caixa de comentários!

2 comentários a “Festinha infantil na Alemanha”

  1. Eu já tinha reparado nisso, é muito interessante estas diferença de cultura!!
    E viajar nos faz refletir muito se o que fazemos por hábito (cultura) realmente é certo ou o melhor na situação!

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